06 setembro 2012

Onde está você agora?


Tem sido difícil acertar os paços sem você aqui pra me dá equilíbrio, eu olho pros lados, te procuro e não te encontro, virei Caçadora de você, nessa multidão de rostos iguais. Onde está você agora? O que tem feito da vida? Tem sentido, assim meio de leve a minha falta? Nem um tiquinho de nada? Um milhão de perguntas me atormentam a mente todos os dias, e eu só queria você agora.
Não sei exatamente quando foi que eu me tornei tão dependente de você, dependente daquela segurança boa que só você sabia me passar, porque agora eu me tornei a senhora insegurança em pessoa.
Eu te amo, eu sinto a tua falta, será que você não percebe? Eu te quero como nunca quis ninguém, e, talvez por eu querer-te tanto que é impossível te ter, droga o universo todo parece conspirar contra…
Doe tanto, tanto, fazer planos, olhar pro meu futuro e não te enchegar, muito menos poder te incluir em todos eles.
Doe consegui por em pratica um projeto que há um tempo tinha planejado e não poder te ligar pra ficar feliz comigo, doe acordar no meio da noite, chamar teu nome, querer ouvir a tua voz e só ter esse silêncio avassalador como resposta.
Eu queria poder te dizer e provar que sou metade sem você anjo, que te preciso mais que qualquer outra coisa pra me sentir completa, feliz e realizada. Porque a minha vida virou uma sequência de dias iguais sem você aqui pra me mostrar o quanto essa vida vale apena, queria poder te olhar fundo nos olhos, admirar teu sorriso, acariciar os teus cabelos, e sentir que o mundo parou pra nós…

É disso que eu tenho falado

Tinha também aquela vontade de relembrar o que se perdeu em alguma esquina daquela viela de ruas quase iguais. Estacionar o tempo, e voltar a brincar do que se esqueceu ao por os saltos altos.
Talvez sair pela noite e contar estrelas, beijar o vento, correr sem pressa de chegar, sem aquela obrigação de chegar, brincar de verdade, pique, pega-pega, policia ladrão.
Que saudade da amarelinha que ficou escondida, sim aquela amarelinha onde o céu era o limite, onde está? Pular pra cima, nadar contra a correnteza com aquela certeza que era a melhor nadadora do mundo, só porque conseguiu sair do lugar.
Era essa vontade, um tanto nostálgica, lembrar-se dos momentos, onde viver com alegria era a única regra. Onde o desejo maior era por a pipa no céu, escalar a goiabeira, alcançar o galho mais alto.
Podia tomar banho de chuva sem o medo de resfriar, navegar mais longe na imaginação de quem sabia sonhar…

Até ao ultimo suspiro

Quantas rodoviárias ainda pode haver na vida, entre o abraço do encontro e o beijo da despedida?
Quantas manhãs você pode acordar sentindo as borboletas no estômago voando livres?
Quantas horas do seu riso pode encher toda a sala?
Quantas mentiras você ainda vai querer dizer, até que escolha somente a verdade?
Quantos amigos você pode abraçar e beijar, e confiar?
Quantos amores você vai ter até encontrar a tua alma gêmea?
E de todos eles, saberá reconhecer quando a tua metade aparecer?
Quantos serão capazes de te abraçar bem forte sem que você peça?
A vida continua como uma estrada sem parar nas curvas, retroceder é impossível, é improvável, não pode.
Aqui e ali, em todo lugar, nos perdemos  e nos reinventamos um pouco todo o dia. Quantas pessoas entraram e saíram na sua vida, deixando suas marcas, quais delas sentiras mais saudade?
Viver não é fácil, ainda mais para aqueles que amam ao Maximo, que se entregam por inteiro até o ultimo suspiro, mas, novamente, eu pergunto, quantas pessoas têm chegado tão perto?